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Discurso e a prÁtica diferem em casos de fusÕes e aquisiÇÕes

Fonte: Canal executivo - 09/11/09

Noticia

06-11-2009

O discurso e a prática não estão alinhados nas organizações quando o assunto é fusões e aquisições. É isso o que mostra pesquisa do Hay Group realizada com 560 profissionais responsáveis por essas operações em 27 países. Os resultados revelam que ainda são encontradas muitas barreiras nos aspectos intangíveis para a realização dessas operações, impactando diretamente no seu resultado. Mesmo conhecendo quais são exatamente essas dificuldades, 31% dos entrevistados não vão alterar a maneira de conduzir os próximos negócios.

Segundo o levantamento, o principal obstáculo encontrado é a adequação da cultura e o mercado da empresa-alvo – esse item que foi o mais significante para 90% dos latino-americanos que participaram do estudo. Seguido desse tópico estão, a condução das mudanças nas lideranças e a compreensão de questões relacionadas com a base de clientes da companhia comprada.

O Hay Group encontrou, porém, certa inconsistência entre o que esses profissionais dizem e o que eles planejam fazer. As principais barreiras que eles encontram nem sempre se traduzem em um plano de ação. “A comunicação é considerada o sexto maior impedimento para o sucesso, mas eles afirmam que esse é o terceiro tópico mais importante a ser considerado nas futuras fusões ou aquisições” ressalta Jean-Marc Laouchez, diretor do Hay Group. Apesar disso, na prática, apenas 12% de todos os entrevistados avaliaram esse item no próximo negócio. No Brasil, esse número sobe para 15%.

Apesar de a cultura ter sido citada como o maior obstáculo por 31% dos respondentes, apenas 16% deles mudariam sua estratégia para promover maior integração cultural em futuras fusões. Já no Brasil, 46% dos profissionais de fusões e aquisições considerariam essa mudança.

O mesmo acontece com a liderança, vista como o segundo maior obstáculo para sucesso, mas cai para a quinta posição na lista dos itens mais importantes a serem avaliados nas próximas operações. Somente 9% dos entrevistados abordariam essa questão nas futuras operações. No Brasil, nenhum dos participantes pensa em se aprofundar nesse tópico.

“Apesar de reconhecerem que barreiras como cultura, liderança, governança corporativa e compreensão da base de clientes da empresa target devam ser levados em conta nos negócios, o empenho para a resolução dessas barreiras ainda é inexistente ou simbólico. A importância que a gestão de intangíveis tem tomado do Brasil pode mudar esta situação. Por exemplo, recentemente o BNDES passou a avaliar aspectos como capacidade de inovação, de relacionamento com as partes interessadas e boa atitude ambiental como fatores importantes para concessão de financiamentos o que poderá influenciar a atitude das empresas”, diz Laouchez.

Os profissionais da Austrália e Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos são aqueles que demonstram estarem menos abertos a alterar a forma como conduzem esses processos para evitar as barreiras encontradas, com 71% e 43% respectivamente.

Na América Latina, 30% dos entrevistados afirmaram que também não mudariam a estratégia utilizada em operações futuras. O sudeste asiático é a região mais receptiva e somente 15% disseram não ter planos diferentes nos próximos negócios.

Maiores barreiras para o sucesso

Ranking

1 - Dificuldades na adequação da cultura e o mercado da empresa-alvo.

2 - Condução das mudanças nas lideranças da empresa-alvo.

3 - Compreensão de questões relacionadas com a base de clientes da companhia comprada.

4 - Problemas com governança na empresa-alvo.

5 - Tomar conhecimento de questões relacionadas com a marca.

6 - Prestar atenção especial em questões sobre inovação e know-how.

7 - Problemas com estrutura organizacional

8 - Problemas de Comunicação

Qual é o item mais importante para ser considerado em futuras operações

1 - Dificuldades na adequação da cultura e o mercado da empresa-alvo.

2 - Problemas com governança na empresa-alvo.

3 - Problemas de Comunicação

4 - Compreensão de questões relacionadas com a base de clientes da companhia comprada.

5 - Condução das mudanças nas lideranças da empresa-alvo.

6 - Problemas com estrutura organizacional

7- Tomar conhecimento de questões relacionadas com a marca.

8 - Prestar atenção especial em questões sobre inovação e know-how.

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