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Telemig, vendida para a Vivo?

Source: B2B Magazine- 31/07/2007

Tudo certo como dois e dois são cinco. Embora divulgada pela imprensa na última sexta-feira (27) que a Vivo finalmente teria comprado a Telemig e Amazônia Celular, ganhando a concorrência da Oi e da Claro com uma oferta de 3,5 bilhões pelo controle acionário da operadora, tudo indica que ainda muitas águas vão rolar até que se consolide um comprador da empresa mineira.

E não apenas por uma questão de mera burocracia e formalidade exigidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além dos comunicados lançados pelas duas operadoras ainda na sexta-feira, negando a conclusão do processo de venda e afirmando que as negociações ainda se encontram em andamento, haveriam outros motivos alheios às atribuições da CVM.

Segundo o consultor Carlos Parizotto, sócio da Cypress Associates, consultoria especializada na área de TI e Telecom, divergências internas entre os acionistas da Telemig e Amazônia Celular, que tem como bloco de controle Citigroup, fundos de pensão e Opportunity, também controladores da Brasil Telecom (que passa hoje por negociações de fusão com a Oi, ex-Telemar), estariam tardando a decisão da empresa em bater o martelo.

"Há chances de não fechar com a Vivo. Acho que ainda não existe uma convergência de interesses entre os acionistas. Existe espaço para a eventual desistência desse processo. É mais provável que seja preponderante a opinião dos controladores", afirma Parizotto.

O impasse parece estar entre a oferta mais viável para a empresa, respeitando o direito dos demais acionistas, e os interesses conflitantes dos grupo controlador. De acordo com o consultor, é possível que os sócios decidam por não mais vender a empresa, iniciando um jogo novo, completamente diferente. "Caso o cenário intensamente debatido da fusão BrT e Oi se concretize, os ativos podem ser peças importantes a serem incorporadas futuramente. E o potencial de valorização pode ser muito elevado para estes controladores", diz.

Se consolidada a venda para a Vivo, a operadora finalmente conseguirá entrar no mercado mineiro, o que sempre foi um dos seus problemas mais graves de abrangência, mas pode sofrer ainda com lutas judiciais da concorrência para impedir seus avanços, discutindo, por exemplo, a sobreposição de licenças na Amazônia, onde a Vivo já operava.

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