Source: Invest News- 31/05/2007
SÃO PAULO, 30 de maio de 2007 - O setor de telecomunicação está bastante agitado desde o início do ano com constantes notícias sobre possíveis fusões e/ou aquisições. De acordo com Carlos Parizotto, sócio da consultoria Cypress Associates, todos os players estão avaliando opções de consolidação.
Hoje, o Diário Econômico, de Portugal, noticiou que a Portugal Telecom estaria disposta a fazer uma oferta pela Oi/Telemar. O valor do negócio estaria estimado em R$ 18 bilhões.
Segundo o especialista, o negócio é plausível, pois se a PT confirma a venda de sua parte na Vivo fica sem presença no mercado brasileiro, que é fundamental para a estratégia dos players latino-americanos. Mas, para Parizotto, o ponto a ser observado neste atual cenário de movimentações é a força que a Telefônica poderia ganhar caso tal negócio fosse fechado.
A Telefônica é um das maiores investidoras individuais na PT, com cerca de 10% de participação. No limite, com a PT comprando a Oi/Telemar, a Telefônica poderia ser considerada como um agente de influência em três grandes concessionárias brasileiras: Telesp, BrT e Telemar.
Na avaliação do especialista, a empresa ganharia influência mas, no pior dos casos, como tem participações nas companhias, poderia ter poder de veto em uma operação de venda, o que é uma bela blindagem contra uma ação da Telmex.
Recentemente, a espanhola passou a ter participação na TIM, com a compra de uma fatia da Telecom Itália. A Telefônica controla 42,3% do consórcio Telco formado com bancos italianos e a Benetton, e responsável pela oferta. Este consórcio passou a deter cercar de 23,6% da TI com a compra da holding Olimpia.
As notícias movimentaram as ações do setor, com destaque para os papéis PN da Telemar (TNLP4) que avançaram 3,16%, para R$ 37,45. Telemar Norte Leste (TMAR5) ganhava 2,54%, para R$ 52,30, e a TIM Part ON (TCSL3) ganhava 1,78%, para R$ 10,58.